The Prodigy no Pavilhão Atlântico (7/12/09)

8 12 2009

Os Prodigy foram recebidos por uma plateia praticamente cheia, mas bancadas bastante vazias. Liam Howlett, Keith Flint e Maxim fizeram a festa e, como é habitual, ofereceram-se de corpo e alma a um público frquentemente de braços no ar e totalmente rendido.


Quando os também britânicos Enter Shikari subiram ao palco para fazerem a primeira parte do concerto, a sala estava pouco mais de meio cheia (compreensível, dada a impressionante quantidade de concertos que a recta final de 2009 ofereceu aos lisboetas), quando uma hora mais tarde já havia uma plateia bastante bem composta.


Com o segundo álbum Common Dreads ainda fresquinho, os Enter Shikari, quarteto “happy hardcore” também vindo britânicas, foram recebidos com uma histeria inesperada e tentaram impressionar um público que lhes era estranho, com força nas guitarras, bem condimentadas com electrónicas. Os recentes “Hectic”, “No Sleep Tonight”, “The Jester” ou “Juggernauts”, primeiro single de Common Dreads conviveram lado a lado com “Sorry You’re Not a Winner”, um dos hinos do álbum de estreia Take to the Skies, que teve honras de encerramento da primeira parte do concerto.


Depois de se fazerem esperar, os Prodigy entraram como verdadeiros furacões em palco e, mostrando que não brincam em serviço, estiveram na presença de um público sempre caloroso com um alinhamento cinco estrelas. Em formato best of, a banda atiçou o fogo, puxando por uma plateia que já estava pronta para lhes dar tudo o que tinha.


Depois da introdução com “World’s on Fire”, que pôs toda a gente a saltar, Maxim e Flint atiraram-se de cabeça para “Breathe”. Se os Prodigy fossem uma banda normal, diríamos “A queimar trunfos tão cedo?”. A verdade é que, com “Poison” e “Firestarter” a chegar pouco depois, a banda prova que a sua lógica não é uma lógica rock, mas que nem por isso deixa de ser extremamente eficaz.


Entre os acessos primitivos de Keith Flint e os gritos de Maxim, a banda foi-se passeando pelos singles de Invaders Must Die , com “Omen” a causar tanta ou mais euforia quanto os êxitos do passado e “Warrior’s Dance” a transformar o Pavilhão Atlântico numa verdadeira rave.


“Run With the Wolves”, um dos temas mais fortes do último álbum, prova também (com a sua bateria infernal, cortesia de Dave Grohl) ser um dos que melhor resulta ao vivo. “Voodoo People” ajuda a recordar o Music for the Jilted Generation, e é com dois temas do não menos brilhante The Fat of the Land que termina o corpo principal do concerto: “Diesel Power”, e o já muito, aguardado “Smack My Bitch Up” deixam o público a chorar por mais.


“Querem mais? Eu disse: querem mais?” grita, autoritário, Maxim. A resposta é ensurdecedoramente positiva e a banda serve “Take Me to the Hospital”, o momento que faltava ouvir de Invaders Must Die . O encore completa-se depois com “Out of Space” e a surpresa agradável de “No Good (Start the Dance)”, música que apresentou os Prodigy a muito boa gente no Verão de 1994.


Bela segunda vida, esta que os Prodigy conseguiram construir depois de anos de pouca inspiração. “Their Law” colocou um ponto final ao concerto com uma mensagem: eles fazem o que querem e merecem todo o respeito por isso.


Álguns vídeos do concerto:

With Love
ChiliPepper (Tiagão)

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